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Comemoração e conhecimento técnico

                                

Credicana 50 anos

Palestra une comemoração e conhecimento técnico

A diretoria da Credicana reuniu no dia 3 de maio, no Teatro Municipal de Assis “Pe. Enzo Ticinelli”, mais de 200 pessoas, para a palestra sobre o panorama atual e futuro do setor Sucroenergético, com o professor doutor, Marcos Fava Neves, um dos brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente na área de agronegócios.

O evento foi dividido basicamente em três etapas – homenagens aos fundadores, palestra e, por último, debate entre representantes das indústrias sucroalcooleiras. “Foi um evento inédito, porque conseguimos reunir representantes das unidades industriais da nossa região, para falar sobre o setor. Pela primeira vez todos estavam juntos no mesmo lugar para esse fim e ficamos muito contentes, porque contamos com a presença também de representantes das cooperativas”, comenta o presidente da Credicana, Waldyr Max Júnior.

Ele acrescenta que teve de tudo um pouco – emoção, trabalho, reflexão e oportunidade de obter conhecimento.

Homenagens

A base de todas as empresas e instituições sempre serão as pessoas que nelas atuam. Por valorizar aqueles que chegaram primeiro e tiveram a coragem de dar início a um projeto de sucesso que é a Credicana e que está completando 50 anos, foi preparada uma homenagem aos fundadores José Fadul Júnior, Waldyr Max, Maria Amélia de Souza Dias, Antenor da Silva Carvalho, Jair Ribeiro da Silva, Marina Reis e, ainda, ao atual presidente da Cooperativa, Waldyr Max Júnior, que foi surpreendido com uma placa em agradecimento à sua contribuição na continuidade do trabalho de cooperação, que nasceu 50 anos atrás. Max Jr. preside a Credicana desde 2008, com muito empenho e dedicação.

Palestra

Fava Neves traçou o cenário do agronegócio, destacando que o Brasil exporta alimento para o mundo todo, o que significa dizer que o país é gerador de paz. Focando no setor canavieiro, o palestrante disse que esta safra não produzirá mais cana que na anterior. Observou que o custo de produção está muito mais alto - aumentou muito o número de pragas e doenças por conta da eliminação da queima e isso encareceu a lavoura, levando à falta de investimentos nos canaviais. Além disso, o volume de açúcar e etanol produzido por hectare é o mesmo que há 10 anos, o que explica a crise do setor.

Em pouco mais de meia hora, Fava Neves citou e comentou 20 itens de planejamento para a construção de margens na cana 2019-2028, os quais estarão disponibilizados para consulta na plataforma https://doutoragro.com/.

O palestrante frisou que o momento deve ser de observação no que vai acontecer com o preço da gasolina e do petróleo. Ele acredita que esse ano será de combustíveis mais caros no Brasil.

“Com a subida do petróleo e da gasolina, podemos arrancar a safra com preços do etanol mais sustentados e mix indo para o combustível, com isto, ajudará a tirar mais açúcar do mercado e contribuir para empurrar os preços do açúcar para cima. O que não pode acontecer agora na entrada da safra é o preço cair na usina pelas conhecidas necessidades de caixa e não cair na bomba, fato que se repete desde que acompanho o mercado, prejudicando o aumento de consumo de hidratado”, ponderou o palestrante.

Debate

O último ato do evento promovido em comemoração aos 50 anos da Credicana foi o debate com Fábio de Rezende Barbosa, diretor da NovAmérica; José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho, diretor da Agroterenas; Leandro Zambianco, diretor da Nova Platina; Dorival Finotti, diretor da Enersugar; e Sylvio Ribeiro do Valle Mello Júnior, presidente da Assocana. O papel de moderador ficou por conta de Walter Luiz Rodrigues Martinho, que representou a Credicana.

Entre perguntas e respostas, alguns temas discutidos foram: o transporte da cana, que na opinião de Fábio Rezende (NovAmérica) é uma operação que não agrega valor ao produtor - ele também destacou a necessidade de os produtores darem um passo em direção à negociação coletiva; as altas taxas de juros praticadas que têm afetado o agronegócio, na opinião de Dorival Finotti (Enersugar); a dificuldade de se projetar o futuro, que para José Eugênio (Agroterenas), o pior já passou; Zambianco questionou Fava Neves sobre os indicadores utilizados para se prever o volume de cana que será colhido, tendo em vista que muitos produtores estão migrando para grãos. E um assunto que rendeu muitas perguntas foi o novo formato de pagamento aos fornecedores de cana, aprovado pelo Consecana, que prevê o pagamento de um prêmio associado à qualidade da matéria-prima.

Agradecimentos aos presentes

A diretoria da Credicana agradece a todos os presentes – cooperados, produtores, autoridades, representantes de cooperativas da região e todos aqueles que prestigiaram o evento.


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